Horizonte para a T.I. Gaúcha

Iniciativa +praTi está dando exemplo ao criar sinergia entre diferentes atores e desenvolver um programa inédito de capacitação de novos talentos!

Por Julio Cesar Ferst – Presidente da Assespro-RS

Publicado originalmente em 05/07/2021 em Zero Hora

Nos últimos anos, o setor de tecnologia vem demonstrando significativo contributo na geração de empregos e renda no Brasil. De 2007 a 2017, por exemplo, o número de profissionais em- pregados em tecnologia da informação (TI) cresceu 72%, com uma taxa média anual de crescimento de 5,7%. Hoje existem em média 845 mil empregos na área. O número de vagas no setor também é expressivo: em 2020, esse índice cresceu 310% e a previsão é de que sejam criados 421 mil postos de trabalho até 2024.


A pandemia, sem dúvida, também contribuiu com esse cenário. Organizações que até então não haviam se decidido foram praticamente forçadas a realizar sua transformação digital, com o uso maciço de dados, adoção do trabalho remoto e contratação de hospedagem na nuvem e investimentos na pesquisa de plataformas para alavancas novos negócios.


Toda essa relevância, por incrível que pareça, poderia ser ainda maior. Atualmente, o grande gargalo do setor de tecnologia nacional está na falta de profissionais qualificados e especializados, ou seja, sobram vagas. O Brasil forma “apenas” 46 mil alunos na área por ano, número que pode ser muito para determinado setor, mas insuficiente para a TI. Foi no sentido de somar esforços para suprir essa demanda que o Rio Grande do Sul está dando exemplo ao criar sinergia entre diferentes atores e desenvolver um programa inédito de capacitação de novos talentos, o +PraTI.

O +PraTI é uma iniciativa sem fins lucrativos de empresas gaúchas em parceria com o governo do Estado. Por meio de uma plataforma, é possível escolher entre três trilhas que fornecem desde elementos básicos sobre tecnologia e desenvolvimento de sistemas até uma formação completa em linguagem de programação.

Desde 2020, quando o projeto foi lançado, mais de 200 alunos já foram capacitados, sendo que alguns deles foram contratados por empresas mantenedoras. Não são números eminentes, como os que representam o setor de tecnologia no Brasil, mas se trata de uma semente bem plantada, em um solo apropriado e que no longo prazo dará frutos perpétuos para nossa economia.

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